sexta-feira, 29 de junho de 2007

DESEJOS

Dois seres num mesmo destino,
num mesmo desejo...
acompanhados pelo carinho,
Pela ternura, pelo desejo…
Envolvem-se em loucura…
Perdendo-se no amor,
o tempo foge...
Sobrevoando no momento
não se dá conta…
A ternura...
O desejo… A loucura…
As mãos que tocam…
O beijo que acaricia…
Os corpos perdem-se no tempo,
vivendo somente esse momento.
Dois prazeres!
De ser e de sentir…
Fatigados caem, mas desejam mais!
Tudo...
Emoções puras...
De ternura e amor.

terça-feira, 22 de maio de 2007



Sempre fui infeliz
Vivendo só, sem ter amor
Fui inspirada então,
Na ingratidão de quem me rodeava
Que fiz este poema.
Triste como o pranto
Que me matava de só ter ingratidão
Pensei que esta valsa
Era a minha última inspiração.
Mas quis o meu destino
Que eu fosse sonhadora
E colocou no meu sonho
Um olhar de ternura
De alguém que mesmo em sonho
Trouxe minha ventura.
Sonhei com esse alguém
Noites e noites sem parar…

Por fim já tão cansada
Errante por este mundo
Acabei por achar
O teu olhar tão doce
Terno como o luar…

Sem querer, um dia,
Encontrei com esse alguém
Que tanto eu queria.
Esse alguém que mesmo em sonho
Amei com tanto ardor.
Esse alguém és tu
Meu terno e DOCE AMOR

UmaVida...


Se a tristeza desse corda ao coração,
Hoje ele correria tão galopante
Como o vento na floresta
Que de tanta correria, assobia…
Se a tristeza comandasse a vida…
Se a tristeza se deixasse ver…
Decerto alguém
veria o meu choro
E entenderia…

Se as minhas mãos,
se pudessem esticar…
o rosto do meu pai
iriam tocar
e decerto ele entenderia
o amor calado,
revoltado,
que sempre e foi sempre sonhado…
Como queria dar-te um beijo Pai
Dizer-te que gosto de ti.
Mas…
Nunca me estendeste,
Não era agora que me entenderias.

A revolta toma conta de mim e sinto nada poder fazer.
Na minha vida fui sempre espezinhada, maltratada, nem sei como me sinto, nunca soube nada.
Sofri, senti, chorei, escondida e quase “amordaçada” no meu íntimo, sentia-me desventurada, ouvia a voz do coração…que não me dizia nada.
Hoje ouço essa voz e apenas sei que fui a mal amada.

De miúda traquina e desajeitada, talvez muito pouco acarinhada, vivia sempre na expectativa de me ver ajudada e chorava, no silêncio da noite.

Já jovem ai estava eu, apaixonada e mais uma vez mal amada. Quisera ser diferente, ter amores, ser beijada e não aconteceu nada de nada.
Vivi amores incompreendidos, chorados, sonhados e tudo foi nada…

Deixei a casa, a família, fiquei abandonada ao meu eu e sonhei, sonhei e…ai que tristeza, estava acordada, o sonho apenas foi sonhado… Foi uma dor tão magoada…Dai apenas sai Mulher.

Sobrevivi e lutei e mais uma vez, amei, amei…
E nem dei por nada, senti que era a outra e fiquei amedrontada.
Era um amor sofrido, amordaçado, perdido e calado, começou a dor e ai fui forte, não fui abandonada, abandonei, sentia-me usada.
Sonhei, sonhei e ao acordar vi que tudo isso não levava a nada, de novo as mãos vazia e o coração chorava…


Agora sim a juventude perdida avizinhava-se, amei, retribuíram calados no silêncio dos que amam e não dizem nada, apenas os olhos e os gestos se manifestavam.
Talvez por isso foi um amor que não teve futuro, mais tarde, ele ai estava a ditar as suas leis de amor e amizade que se transformou em afecto e carinho.
Fiquei no escuro, não queria mais nada….e só chorava e… mais tarde já era tarde.

O nada levou a tudo e aconteceu, talvez para ver se eu era o eu, que eu queria ser.
E aconteceu, já não estava só, tinha companhia sempre comigo e irradiava alegria e felicidade ia sempre ter companhia e algo especial e sonhava, sonhava…
Então passamos a ser duas a querer aconchego e ele não chegava, a tristeza passou a fazer parte dos meus dias e apenas olhava o vazio que nos cercava, mas não estava só tinha dois braços estendidos para mim que não e deixavam vacilar e tinha de lutar.
A vida tornou-se mais pesarosa numa luta sem condescendência e sem ganhos, aí tive de ser forte éramos duas e a luta tinha de continuar, não por mim mas pela pequenita que me estendia os braços e pedia colo.

Lutar, luta e mais luta, farta desta estonteante luta que me deu apenas sabedoria no sofrer.
Sentia a dor no coração e ai estava eu de mão na mão de uma menina que foi a minha luta pela vida.
Caminhava só mas entendia que não deveria fazer algo que dividisse a minha filha, tive esperanças de mudança e tudo o parecia indicar e sonhei de novo…
Ai como foi alegre e feliz esse sonho e ao mesmo tempo angustiante, agora a luta era por três e não renasci, morri mais um pouco e vivi mais na luta e aqueles bracitos a pedirem colo e “mãe luta que um dia vences” e lá caminhei mais um pouco na vida
que se mostrava cada vez mais difícil e sofrida.
Lutava a duplicar, mas agora eu já não sabia amar… tinha de me encontrar…deixava o dia correr e os anos passar e amar só a dois que tinha de proteger e não deixar maltratar pegando-lhes ao “colo” e ensina-los a voar.

Cansei de lutar e sentei, pensei e joguei tudo ao ar, no chão e em qualquer lugar, deitei o coração fora e coloquei outro no seu lugar.

Este coração atraiçoo-me de novo lá estava ele a enganar-se e a procurar um coração que nada tinha a ver com ele.
Enganou-se uma vez mais, amou, sofreu, chorou e acabei por lhe ralhar fiquei furiosa lá estava ele de novo a se enganar, como se portou mal lá pensei em por outro em seu lugar, mas este outro foi avisado que o deitaria fora para sempre se não sentisse o outro coração parecido com ele.

Sentei, sofri, chorei, agora sim tive amigos que me ajudaram a reparar o meu coração, não o deixaram mudar apenas o ajudaram a reparar, ensinaram-me que ele se tinha de transformar e ficar mais forte, mas que não tinha de ser mudado, porque assim algo ia mudar e queriam-me sempre como fui, humana simples e amiga e ele foi obediente aprendeu a se comportar.

Sentei sozinha e olhei a vida, mais uma vez lutei éramos 3 e tinha que suportar este coração louco por correr.
Aí os amigos que não me deixaram correr, nem cair, não foi preciso me levantar porque apenas cambaleei e eles me seguraram.

Sentei no caminho, já cansada e coloquei o rosto nas mãos e pérolas de chorar fizeram sentir que algo ia mudar.
Essas pérolas fizeram o caminho onde sentei e senti que tinha que ouvir o coração que agora os meus amigos tinham consertado.
Olhei longe e senti que valia esperar porque um coração estava para chegar.
Foi pensativa, ponderada esta espera, “sentada á beira do caminho ouvido a voz deste meu coração”.
Olhei ao longe, conheci-te estavas a chegar…

Agora tenho dois braços a me aconchegar, dois braços que não se cansam de me abraçar.
Um coração que me tornou a trazer de volta á vida, que me encontrou um pouco desconsertada, coisas que o tempo resolverá.
Abraçam-me porque tem amor também para dar.
Dois braços que me fizeram voltar á vida e me ajudam a amar os que me estendem as mãos e me chamam Mãe.
Hoje a minha luta tem fundamento, mas tenho ainda muito medo…
Ai este maldito medo que não me abandona, mas quando olho e sinto o teu coração, mesmo que ao longe o medo foge e sinto que me amparas no desalinho da minha vida e sabes onde estou mesmo que perdida, sabes o que quero, mesmo que eu não saiba.
Seguras-me a mão porque tenho medo de dormir.
Seguras-me o sonho, para que continue a sonhar acordada e alivias o meu pesadelo de estar com a cabeça tão desconsertada…
O caminho até agora foi sinuoso, mas valeu a pena, porque em ti conquistei o Homem que sempre amei e que sentia que existia em algum lugar e que nunca abandonei o sonho e por fim apareceste.

Nunca se deve agradecer a quem tanto nos quer bem, pois nunca se encontram palavras para tal.
Um dia me destes animo para escrever as minhas memórias.
Aqui as tens reduzidas e sem perceberes nada, apenas a luta e um sofrer, pois não merecem ser contadas porque assim eu ia perder-me e ficava muito desconsertada de reviver as coisas que me fizeram doer muito, mas também sei que só assim soube aprender a ser Mulher.

Apenas sei que aos 20 anos me tornei Mulher sofri, lutei e venci uma grande e dolorosa caminhada.
Aprendi que mesmo sendo humilhada, era eu mesma, era pessoa, inteligente e simplesmente não fui amada.
Apenas me ficou na vida as mãos abertas que não tinham nada…

Mas um dia parei no caminho de pedras soltas, juntei-as e fiz um banco e ai fiquei sentada abri as mãos e nelas pousaram outras…
Olhei eram as tuas, que tocam, que sentem, acarinham e que não me deixam ter medo do escuro porque estamos sempre de mão dada.
São mãos que sentem o coração e a mente e amparam a minha caminhada.

segunda-feira, 19 de março de 2007

Olhos da noite



Somos os olhos da noite...

Dos que na vida viveram

e agora aqui se encontram

e contam o que sofreram.

Somos o pensamento da noite...

dos que não "podem pensar"

vivem calados no medo,

de se sentirem dementes.

Somos o coração da noite...

Dos que sofrem aqui deitados,

"sozinhos desamparados".

Somos as pernas da noite...

Dos que não podem andar,

dos que se lhe põem uma fralda,

porque "bebes vão ficar".

Somos o grito da noite...

dos que não podem falar

porque os fazem de "dementes"

que não "sabem sequer pensar"...

Somos o que não queremos...

por não podermos falar...

Somos a dor dum sofrer...

Só Amor podemos dar.

terça-feira, 13 de março de 2007

Libertei-me...


Libertei-me como mulher …
No pensamento,
no Amor…
Amor há vida,
Amor ao sol,
Amor á chuva,
Amor aos filhos,
amor a ti “meu Amor”

Caminhei no universo,
Na sombra da lua…
Encontrei o Sol…
Caminhei no sonho…
Á sombra do sono,
encontrei o real.

Caminhei na loucura do ser e …
Acabei por te ver.
Sentei…
senti a voz do coração
E essa voz mandou-me
Dar-te a mão.

Hoje voo no espaço real e
Sinto-te ao meu lado.
És tão especial…

Libertei-me como mulher
no pensamento,
no ser
e no sentimento…
Libertei-me,
vivo num universo
e num mundo
que agora conheço.

No pensamento
O real…
No coração,
Estas tu afinal…


O FOGO


O fogo que nos aquece no frio da noite e nos traz á mente desenhos imaginários de danças que algures dançamos no baile da vida.
Dançamos com o vento na brisa ou na tempestade...
Dançamos com a chuva a fustigar a janela, fazendo desenhos que morrem na imensidão da tempestade e ali, na lareira o fogo aquecendo as paredes e os pés que nos levam a caminhos jamais imagináveis.
Dançamos com o sol no crepúsculo da noite, na esperança do amanhã melhor, com o fogo iluminando nossa vida escura.
O fogo o alento dos que tem frio, dos que precisam de algo quente para beber ou simplesmente para nos aquecer a alma frio humano.
o Fogo a dança imaginaria do calor numa noite de luar....

segunda-feira, 12 de março de 2007

OÁSIS




Sou um grão de areia neste deserto da vida...
Encontrei um oásis
onde posso descansar e "matar" a sede de viver.
Oásis doce e meigo
que me acaricia o rosto,
dorido
do "vento agreste "duma vida
em deserto árido.
Oásis
que se encontra em todo e qualquer lugar,
entre as nuvens
e a bruma das manhãs…
Com um crepúsculo cheio de esperança
que o amanhã existe...
Oásis
que me acaricia o ser...